16 de outubro de 2011

Philippe Starck...o designer fala dos Seis Sentidos

Tenho total fixação por Phillipe Starck. Adoro seus hotéis, seus bares, seus utensílios de cozinha, lustres, cadeiras...total obsessão, e tudo o que eu posso, eu compro..Conheçam mais o grande mestre....


o francês Philippe Starck, o designer mais celebrado do mundo, comemora o 30º aniversário de seu estúdio

AUDIÇÃO 
Vivo ouvindo música. Sonho com música, escuto 24 horas por dia. Para você ter ideia, costumo viajar com seis iPods, de medo que um ou dois não funcionem. Ainda não aconteceu de algum estragar, mas prefiro me prevenir (risos). Minha escolhas são muito ecléticas: eu busco qualidade e estou à procura do meu “som pessoal”. Não tenho uma música preferida, mas, se tivesse, poderia transformá-la em lágrimas facilmente. A música é parte integrante do meu processo criativo. Escolho um tipo adequado para cada projeto e cada momento do dia. Na verdade, se eu fosse honesto, dividiria os roylties das minhas criações com os autores das músicas que ouço para me inspirar .                                                                          
PALADAR
Meu prato preferido é a botarga, como são chamadas as ovas de peixe secas. Mas posso dizer que aprecio todas as formas de cozinha que sejam inteligentes, honestas, dietéticas e biológicas, com preferência para as gastronomias japonesa e italiana. Na hora de procurar um restaurante, fujo dos que estão na moda, pois prefiro os clássicos, embora aprecie muito o modelo de cozinha que Ferran Adriá no elBulli, na Espanha. Não sou grande cozinheiro, mas adoro cozinhar e posso fazer um jantar para 30 pessoas em 30 minutos. O resultado vai ser algo “comível”.
OLFATO

Entre todos os aromas possíveis, meu preferido é o odor que exala do corpo humano. Quanto a fragrância, eu adoro tanto as clássicas – e até mesmo arcaicas –, como o Habanita, da marca Molinard, quanto as mais recentes, como o Vetiver, da Labo. No meu quarto tenho cerca de 20 diferentes, de grifes como Comme dês Garçons e Labo, mas quase não toco nelas. Na verdade, uso cada vez menos no dia a dia, e muitas vezes nem me perfumo. Antes, quando tinha mais tempo, eu criava meus próprios perfumes e tinha até um laboratório profissional, mas agora é impossível. Se recebesse hoje uma encomenda para desenvolver o conceito de uma fragrância, pensaria em uma que não escondesse os odores corporais.

VISÃO

Perguntar minha cor preferida é como perguntar a um músico sua nota preferida ou a um escritor qual é a sua letra preferida. Qualquer cor, letra ou nota só nos interessa no conjunto. Separadamente, elas significam a mesma coisa, têm a mesma importância. Adoro arte, mas jamais vou a exposição e também não saberia escolher meus artistas favoritos porque seria injusto. Certamente, eu deixaria vários nomes importantes fora. Admiro o belo, porém ele nada mais é do que a representação de uma etiqueta social saída da burguesia, que se manifesta na moda, por exemplo. Não sigo moda, vivo fora desse mundo, e nem se quisesse conseguiria. Eu me interesso por valores mais atemporais do que o belo. O bom, por exemplo.
NTUIÇÃO
Eu me considero um bloco de cristal de intuição. Em resumo, sou pura intuição, não consigo nem controlar meu inconsciente. Sou perigoso para mim e para os outros (risos). No momento de criar, o que mais me inspira é a mutação da espécie humana. E, pensando nela, sigo minha intuição também ao me preocupar com o futuro do planeta e pensar em tantos projetos “verdes”. Sinto que todos nós humanos temos um dever com o amanhã, está escrito em nosso DNA. E temos de cumprir esse dever com inteligência ao longo de nossa veloz evolução.

TATO
A pele é minha superfície preferida de tocar. Quando defino um objeto, fecho os olhos e o leio com meus dedos. É graças ao toque que reconheço a qualidade das linhas.

mata moscas, de Phillipe Starck

espremedor de frutas, de Phillipe Starck

sofá prive lounge, para Cassina, de Phillipe Starck



Cadeiras Louis Ghost, de Phillipe Starck

este é o sofá que ele projetou para o Hotel Delano, em Miami

15 de outubro de 2011

Louis Vuitton em Cingapura...Bela, Bela, Bela!




O israelense Moshe Safdie é o autor de mais um estonteante projeto na cidade-Estado asiática. Safdie concebeu uma “loja-ilha” para a maison Louis Vuitton. Quinta flagship da grife em Cingapura, a Louis Vuitton Island foi concebida em parceria com Peter Marino, responsável pelo projeto de outras 12 maisons da Louis Vuitton ao redor do mundo. A marca arquitetônica de Safdie, porém, predomina sobretudo na estrutura externa, acessível por passarelas, túneis e, claro, barco. EWu fiquei maravilhada, e claro, estou louca para ir para Cingapura...


A decoração do interior lembra um navio de cruzeiro, com a joalheria e o setor masculino ocupando os pavimentos inferiores, onde os motivos náuticos dão o tom, especialmente no acabamento de madeira das paredes. Nos deques superiores, acessíveis por uma escada curva decorada com balaustres, estão as seções voltadas para as mulheres. É dali que as vistas privilegiadas descortinam-se, graças à fachada angulosa de vidro. O clima de cruzeiro se mantém presente em todos os ambientes, sobretudo em função dos mastros que dividem os showrooms e servem como referência para quem circula pela imensa loja. Um elemento que se distingue entre os produtos vendidos pela Louis Vuitton ali é uma escultura do artista inglês Richard Deacon. Medindo 15 x 8 m, a peça se chama Upper Strut e pode ser vista de qualquer ponto dos deques superiores.







13 de outubro de 2011

Objetos de Desejo.....Os 10 mais das Brasileiras

Desejo, consumo e status.  Aqui está uma lista com os itens que fazem a cabeça de quem está antenado com as novidades e lançamentos das melhores marcas e grifes. A blogueira observa e chega a conclusão que os 10 mais abaixo são verdadeiros objetos de desejo das Brasilienses.  Você já tem os seus? Amanhã vou publicar a lista dos 10  mais desejados pelos jet setters internacionais...Comparem!


1 – Ipad – Recordista de vendas, o famoso Ipad faz a cabeça dos apaixonados por gadgets e tecnologia. Prático e funcional, o aparelho é visto na rua, em cafés e nas mãos de gente descolada. O mimo tem um preço que varia entre R$ 800 a R$ 3.000.


2 – Capa Ipad Gucci – Para cuidar com carinho do seu Ipad, nada melhor do que investir em uma capa poderosa, como essa da marca Gucci que custa € 225.


 3 – Relógio Hublot – Para quem gosta exibir luxo e poder no pulso, o novo relógio Hublot atraI olhares e garante a hora exata com muito estilo.


4 – Bolsa Birkin Hermès – Ícone do luxo, a famosa bolsa Birkin, da grife francesa Hermès, sempre foi a mais desejada entre as mulheres e no meio fashion. Criada em 1984, a bolsa tem uma lista de espera de até dois anos, e pode ser encontrada em pele de crocodilo, entre outras, e chega a custar mais de US$ 30 mil.

 
5 – Malas Rimowa– as malas alemãs cairam no gosto das Brasileiras, que adoram voar para Miami com várias delas, apesar da Samsonite ter lançado uma que é muito mais leve e de uma qualidade superior.


6 – Pulseira Riviera – Simples, com linhas retas e elegante. A pulseira Riviera é um clássico atemporal. A original é de ouro e cravejada com 36 diamantes redondos. No Brasil usa-se mais de uma ao mesmo tempo, mas nos EUA o chic é usar no máximo 3, smpre de diamantes branquissímos e grandes. Ilumine-se!


7 – Bolsa Chanel – A pequena bolsa feita em couro com acabamento matelassado e alça de corrente é um clássico que virou hit. Diz a lenda que a produção da bolsa envolve 180 etapas. Com inúmeras reinvenções elaboradas por Karl Lagerfeld, atual designer da Chanel, a bolsa ganhou versões em jeans e tweed e virou objeto de culto, principalmente entre as mais jovens.


8 – Elie Saab – Fendas, brilho, transparências e muito glamour. Um dos principais estilistas do Oriente Médio, o libanês Elie Saab abriu seu atelier em Beirute, capital do Líbano, com apenas 18 anos. Em pouco tempo já vestia princesas e consagrou-se na Europa. Tudo o que se pode esperar de um vestido de festa poderoso é encontrado nas criações de Saab.


9 – Champagne Cristal – O Champagne Cristal Brut Louis Roederer é um champagne francês branco seco que exala aroma de amêndoas e flores brancas. Sua cor é dourada, brilhante e delicada. Presente em grandes ocasiões e comemorações, cada taça com borbulhas é puro luxo. O preço da garrafa? Em média, R$1.699 cada.

10 – Sapatos Louboutin – Os sapatos do designer francês Christian Louboutin agradam a todas as mulheres, que já são naturalmente fascinadas por sapatos. Apesar de outras marcas como Manolo Blanik, Stauart Weitzman, Rene Caovilla, Jimmy Choo ainda 

Naeem Khan...O Maravilhoso Designer Indiano


Este vestido é lindo não é? Querem saber de quem ele é, onde está sendo vendido e quanto custa? Conheçam Naeem Khan, o Indiano que faz a cabeça das chics... bom, vou falar logo..o vestido está à venda na loja Bergdorf Goodman, em NY, por U$ 4700, e é uma das últimas criações dele...



Naeem Khan não é novato no jogo da moda. Ele apresentou sua primeira coleção em 2003, na Olympus Fashion Week. Desde então, ele, que vem de uma longa linhagem de designers, só faz sucesso nos Estados Unidos e Europa. Seu avô e seu pai já tinham vestido a realeza indiana antes dele começar a vestir a "realeza americana", como a Primeira-Dama Michelle Obama, atrizes e celebridades que estão sempre no tapete vermelho como Beyonce, Eva Longoria e Carrie Underwood. Depois de aprender sobre tecidos e bordados intrincados no salão de alta costura de seu avô, Naeem Khan foi para a América em 1976, trabalhando para Halston e como designer para a etiqueta Riazee, antes de ter sua própria label. Ele combina um design clássico com muito glamour, usando detalhes ricos e muito bordados.



 Michelle Obama

Alicia Keys

Eva Longoria-Parker
Eva Marcille

O estilista também criou todo o figurino para o filme Dreamgirls, de 2006



e suas criações são lindas...vejam as fotos da sua última coleção:

Naeem Khan Outuno 2011

12 de outubro de 2011

India....Exposição no CCBB - Rio - Imperdível!

Para os amigos do Blog que estão passando o feriado no Rio,ou para quem pretende ir ou está na Cidade Maravilhosa, a dica é a mega exposição sobre a India...

  
"ÍNDIA!" é o maior evento de 2011 do Centro Cultural Banco do Brasil, exposição que abre hoje e depois vai para São Paulo e Brasília em 2012. Mas não é a Índia como potência econômica nem celeiro tecnológico que está na mostra dedicada ao país. "ÍNDIA!" é um olhar caleidoscópico sobre a história cultural deste país de 1.21 bilhão de habitantes, mais de 200 etnias, seis religiões e 20 línguas oficiais mostradas através de obras de arte, fotografia e recursos audiovisuais. No tumulto que abala a economia dos países desenvolvidos, o mundo todo parece olhar para os emergentes como a terra da esperança. Um arsenal de peças, 380 ao todo, tenta ilustrar as tradições e a realidade de um país com 5.000 anos de história, seis religiões, 200 etnias, 23 línguas oficiais e mais de 1 bilhão de habitantes. Um amigo que já foi lá visitar a exposição me disse que, talvez pelo excesso, sobram clichês, e peças se perdem na megalomania da mostra, que exibe desde roupas tradicionais e cartazes dos filmes de Bollywood até ícones religiosos dos templos e retratos de figuras como Mahatma Gandhi e madre Teresa de Calcutá. Nas fotografias de Raghu Rai e Raghubir Singh, o país aparece como uma terra exótica, de intensos ritos religiosos, tradições fortes e megalópoles sulcadas pelo caos. "A Índia sempre foi um caldeirão de culturas", diz Pieter Tjabbes, curador da exposição. "Fizemos uma mostra com muitas cenas do dia a dia, da vida como ela é." As peças antigas vêm do Museu de Arte Asiática de Berlim, do Museu Rietberg, de Zurique, Suíça, do Museu Volkenkunde, de Leiden, Holanda, do Museu Histórico Nacional, do RJ, e de coleções particulares. Instituições privadas e artistas indianos emprestam fotografias antigas e ítens de arte popular."ÍNDIA!" está dividida em quatro módulos: Homem, Deuses, Formação da Índia moderna e Arte contemporânea.  

  "Kali Luta contra os Exércitos de Chanda e Munda", pintura que está na mostra do CCBB

Chapéus....Exposição de Stephen Jones em Nova Iorque




 “Wash and Go”, de 1999, de Stephen Jones

Os chapéus me deixam louca, e todas as vezes que estive em Londres fiquei tão alucinada com a originalidade e beleza deles, que comprei muitos, igual uma maluquete. Lógico que ficam guardados dentro de gavetões de uma cômoda que eu tenho, pois aqui a gente pouco usa, mas vale a pena, de vez em quando eu abrir aquelas gavetas e olhar os belezuras, encantada que sou com eles. Chapéus, se comparados a outros acessórios fashion – como por exemplo sapatos, óculos ou bolsas - certamente perdem a competição entre os mais populares itens do vestuário. A Inglaterra, porém, é uma nação tão cabeça aberta que o assunto por lá vai um pouco além de tiaras. Os maiores nomes no design de chapéus são justamente do Reino Unido: Philip Treacy e Stephen Jones. São reconhecidos como verdadeiros mestres – este último recebeu uma mostra em sua homenagem no Vitoria & Albert Museum, museu superfashion de Londres. A exibição dos mais lindos chapéus do estilista, entitulada “HATS – an anthology by Stephen Jones”, narra a evolução da moda dos chapéus e explica todo o processo de criação pelo qual os milliners (aqueles que criam, moldam, desenham ou vendem chapéus) passam até chegar ao produto final, está agora em Nova Iorque, na The Bard Graduate Center, até 15 de abril de 2012.

chapéu de Stephen Jones

Mais um dos gênios graduados na Saint Martins, Jones cria, desde 79, coleções bianuais sob a marca “Stephen Jones Millinery“, e colabora com os mais proeminentes designers e grifes: Vivienne Westwood, Dior, Marc Jacobs, Comme des Garçons. Seu talento é tão natural que ele mesmo afirma: “Simplesmente vivo a minha vida e a coloco num chapéu”. Na mostra o artista prova que chapéu não é acessório só pra casamento; com diversos formatos e uma infinita escolha de materiais, eles são divididos primeiramente por estilos: bonnets, boinas, turbantes, fedoras; seguidos por inspirações: metrô londrino, uniformes militares, personagens históricos; logo depois por matérias-primas: rendas, penas, plástico, bordados; e, por último, chapéus desenvolvidos para grandes nomes no design da moda ou usados por celebridades históricas. Tem o da Audrey Hepburn em “My Fair Lady“, Madonna e o icônico floresta selvagem que a Sarah Jessica Parker usou na premiére londrina do “Sex and the City” – o filme (lembram, né?).
Cecil Beaton, o figurinista de “My Fair Lady”, com um dos figurinos

Algumas peças da exposição custam o mesmo ou até mais do que outros acessórios ou roupas, o que pode parecer um pouco extravagante num primeiro momento. Mas depois de ver todo o trabalho manual e quanta criatividade que esses projetos demandam, o preço tem mais é que ser de obra de arte mesmo.
Serviço:
18 West 86th Street, entre Central Park West and Columbus Avenue, em Nova Yorque
Telefone: 212 501 3023
E-mail: 
gallery@bgc.bard.edu

Horário:

De terça a Domingo: 11h às 17h
Quinta: 11h às 20h


Abaixo vou postar mais alguns modelos dos famosos chapéus do renomado artista, para que vocês, queridos fãs, possam se apaixonar e correr para Nova Iorque para ver a exposição.